Por que o diabetes afeta os olhos?
A retina depende de uma rede de vasos finos e altamente organizada. Com o tempo, alterações metabólicas associadas ao diabetes podem prejudicar esses vasos, favorecendo vazamento de líquido, hemorragias, áreas de má circulação e formação de vasos anormais. Essas mudanças caracterizam a retinopatia diabética.
A presença de retinopatia está ligada ao tempo de diabetes, controle glicêmico, pressão arterial, função renal, colesterol, gravidez e outros fatores individuais. Mesmo pessoas com boa visão podem apresentar sinais iniciais em exame de fundo de olho.
Sintomas e fases da doença
Nas fases iniciais, a retinopatia diabética pode ser silenciosa. Quando há edema macular, o paciente pode notar embaçamento, distorção, dificuldade de leitura e perda de nitidez central. Em fases avançadas, sangramento vítreo ou descolamentos tracionais podem causar perda visual importante.
A doença costuma ser classificada como não proliferativa ou proliferativa, de acordo com a presença de vasos anormais. O edema macular diabético pode ocorrer em diferentes fases e precisa de avaliação específica, pois afeta diretamente a visão central.
Como é feito o acompanhamento?
O exame oftalmológico com dilatação permite avaliar sinais de retinopatia. Exames como retinografia, OCT e angiografia podem ajudar a documentar extensão, edema, isquemia e atividade vascular. A periodicidade de retorno depende da gravidade, da presença de edema e do controle sistêmico.
O cuidado oftalmológico funciona melhor quando integrado ao controle clínico do diabetes. A comunicação sobre glicemia, hemoglobina glicada, pressão arterial e outras condições ajuda a contextualizar o risco e a orientar o acompanhamento visual.
Prevenção de perda visual
O objetivo é identificar alterações antes que causem dano significativo. Quando há indicação de tratamento, ele deve ser discutido conforme o estágio da doença e os achados dos exames. A educação do paciente é parte importante do processo, porque sintomas de alerta e adesão ao seguimento influenciam o prognóstico.
A Dra. Maria Fernanda Abalem acompanha alterações retinianas associadas ao diabetes com foco em diagnóstico preciso, seguimento individualizado e orientação clara para cada etapa do cuidado.
