Uma trajetória voltada a casos complexos
A oftalmologia envolve desde queixas simples até doenças raras, inflamatórias, hereditárias e potencialmente ameaçadoras à visão. A Dra. Maria Fernanda Abalem construiu sua atuação em áreas que exigem investigação detalhada, interpretação criteriosa de exames e acompanhamento individualizado.
Sua prática clínica tem foco em retina, uveítes e doenças oculares genéticas. Essas áreas frequentemente se conectam: uma inflamação pode afetar a retina, uma doença hereditária pode se manifestar como alteração macular, e condições sistêmicas podem impactar diretamente a saúde ocular.
Formação médica e residência
A Dra. Maria Fernanda Abalem graduou-se em Medicina pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques em 2007. Em seguida, realizou residência médica em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro entre 2008 e 2011, período em que consolidou sua base clínica e cirúrgica na especialidade.
Também realizou aperfeiçoamento em Uveítes pela UFRJ entre 2011 e 2012, com trabalho sobre alterações topográficas na doença de Harada. Essa experiência é relevante para a avaliação de inflamações intraoculares, doenças sistêmicas com manifestação ocular e casos em que retina e inflamação se sobrepõem.
Mestrado, fellowship e doutorado
Entre 2012 e 2014, concluiu mestrado em Ciências Cirúrgicas pela UFRJ, com pesquisa sobre alterações oftalmológicas de longo prazo na doença de Vogt-Koyanagi-Harada sem atividade. Entre 2012 e 2015, realizou fellowship em Retina Clínica e Cirúrgica pela Universidade de São Paulo, com estudo sobre alterações de retina e coroide na doença de Cushing.
De 2015 a 2020, desenvolveu doutorado em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo. Sua tese avaliou aspectos funcionais e estruturais da retina e da coroide por tomografia de coerência óptica em pacientes diabéticos com ou sem acometimento renal em tratamento, com foco em retina, coroide e OCT.
University of Michigan e genética ocular
Entre 2016 e 2018, realizou pós-doutorado e aperfeiçoamento em Inherited Retinal Degenerations and Ocular Genetics na University of Michigan, com trabalho sobre correlações estruturais e funcionais em coroideremia, sob orientação de Thiran Jayasundera e apoio da Foundation Fighting Blindness.
Em 2019, obteve livre-docência pela University of Michigan com título relacionado a degenerações hereditárias da retina. Essa trajetória internacional fortalece sua atuação em doenças oculares genéticas, distrofias de retina e condições hereditárias que exigem interpretação cuidadosa de exames, história familiar e evolução visual.
Atualização científica e participação acadêmica
Ao longo da carreira, participou de congressos e encontros científicos nacionais e internacionais, incluindo Congresso de Oftalmologia USP, SIMASP, ARVO, World Ophthalmology Congress e encontros dedicados a retina, OCT, genética ocular, telemedicina e retinopatia diabética.
Sua produção e participação acadêmica contemplam temas como OCT em doenças da coroide, retinopatia diabética, distrofias de retina ligadas ao X, doença de Vogt-Koyanagi-Harada, coroideremia e aplicações clínicas de exames de imagem em retina.
Como é o cuidado no consultório?
O atendimento valoriza escuta, clareza e precisão. A consulta especializada começa pela compreensão dos sintomas, do histórico ocular, das doenças associadas, dos exames já realizados e das necessidades reais do paciente. Depois, a avaliação oftalmológica direciona a investigação e define próximos passos.
Quando necessário, exames complementares são solicitados para responder perguntas clínicas específicas. O objetivo não é acumular exames, mas obter as informações corretas para orientar diagnóstico, acompanhamento e decisão terapêutica.
Especialidades atendidas
Entre os principais temas avaliados estão retina, uveítes, doenças oculares genéticas, retinopatia diabética, degeneração macular e catarata. O consultório em São Paulo oferece um ambiente acolhedor para pacientes que procuram uma avaliação cuidadosa, especialmente quando há sintomas visuais persistentes, histórico familiar ou diagnóstico prévio que exige acompanhamento.
A proposta é unir excelência técnica e comunicação humana. Em doenças da visão, entender o diagnóstico e o plano de acompanhamento faz parte do cuidado.
